
Liderança: Como me adaptar aos meus colaboradores?
Artigo de Opinião de Maria Leal Costa para a Revista Human
Janeiro 2025
Como me adaptar aos meus colaboradores
Será que tenho o necessário para ser um líder em vez de um chefe?
A liderança é um conceito amplamente discutido no mundo corporativo, mas nem sempre é compreendido na sua totalidade. Ser um líder eficaz vai além de simplesmente delegar tarefas ou supervisionar processos. Requer flexibilidade, compreensão das necessidades da equipa e capacidade de adaptar a sua abordagem consoante o nível de desenvolvimento de cada colaborador.
Será que tenho o necessário para ser um líder em vez de um chefe?
Quando lideramos uma equipa, devemos ter consciência de que os colaboradores se encontram em diferentes fases de aprendizagem e autonomia.
Alguns estão no início do seu desenvolvimento, outros já possuem experiência intermédia e há aqueles que operam de forma completamente independente. Compreender estas diferenças é essencial para oferecer o suporte adequado e garantir a melhor performance.
Existem diversos questionários para avaliar o nosso perfil enquanto líder, vários estudos para compreender a satisfação dos nossos colaboradores e diferentes modelos de liderança, que nos apoiam a escolher o método que melhor se adapta ao nosso estilo e como trabalhar o mesmo no dia a dia, de forma prática e eficiente.
Um dos modelos de liderança que visam acompanhar o crescimento de alguém na sua função é o SLII – Modelo de Liderança Situacional, estudado e definido por Dr. Ken Blanchard.
Este modelo procura adaptar-se conforme a maturidade de cada colaborador na função que desempenha. Este modelo permite diagnosticar individualmente cada colaborador e adaptar a liderança ao seu nível de desenvolvimento.
O modelo divide-se em quatro quadrantes:
- E1 – Dirigir – Alto grau de comportamento diretivo e baixo grau de comportamento de apoio: este nível aplica-se a colaboradores numa fase inicial de aprendizagem, que necessitam maior direção;
- E2 – Orientar – Alto grau de comportamento diretivo e alto grau de comportamento de apoio: este nível aplica-se a colaboradores que se encontrem numa fase em que necessitem de orientação mas já têm conhecimento geral das suas tarefas e do que é esperado de si;
- E3 – Apoiar – Alto grau de comportamento de apoio e baixo grau de comportamento diretivo: destina-se a subordinados que já têm alguma autonomia, mas necessitam de segurança e apoio para reforçar a sua confiança;
- E4 – Delegar – Baixo grau de comportamento de apoio e baixo grau de comportamento diretivo: por último, este nível de liderança destina-se aos subordinados que se encontram em total autonomia para o desempenhar das suas funções, e estão confiantes no trabalho que entregam.
Esta abordagem dinâmica à liderança permite aos líderes adaptarem-se aos seus subordinados, transmitindo um ambiente de confiança, promovendo a comunicação, flexibilidade e responsabilidade de cada um.
Compreender esta metodologia é o ponto inicial para permitir que os colaboradores se sintam motivados e se foquem no seu desenvolvimento profissional. A liderança eficaz é aquela que compreende que cada pessoa tem um ritmo e um percurso único, e que cabe ao líder ajustar-se para orientar esse caminho da melhor forma possível.
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